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Atualidades

Bancários de MT entram em greve por tempo indeterminado


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A partir de hoje (6), os bancários de Mato Grosso vão estar de braços cruzados por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na última quinta-feira (1º) e segue a orientação do Comando Nacional dos Bancários.

Os profissionais pedem reajuste salarial de 14,78%, além de vale-alimentação, auxílio educação e melhores condições de trabalho, como prevenção de assalto e sequestro.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste de 6,5%, que acabou sendo rejeitada pelos bancários durante a assembleia. 

Em nota, o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Clodoaldo Barbosa, disse que a proposta dos banqueiros impõe prejuízos e perdas salariais à categoria.

“Essa proposta representa perda real de 2,8% (de acordo com a inflação de 9,57%). Além disso, o índice de reajuste rebaixado significa, em um ano, uma perda de R$ 436,39 nos vales-alimentação e refeição, se levada em conta essa inflação projetada”, explicou.

"Portanto, como não houve avanços na mesa de negociação, agora só a greve e muita mobilização para pressionar os banqueiros", pontuou.

Serviços

Os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.

Veja as reivindicações dos bancários:

-Reajuste salarial de 14,78%, o que significa 5% de aumento real acima da inflação.

-PLR de três salários mais R$ 8.317,90 fixos para todos.

-Piso salarial de R$ 3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

-Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

 -Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

-Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

-Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

-Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

-Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, como determina a legislação.

-Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

-Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Confira a proposta dos bancos:

-Reajuste de 6,5% (perda de 2,80% em relação à inflação de 9,57% dos últimos 12 meses) sobre todas as verbas salariais

-Abono salarial de R$ 3.000,00, em única parcela, que não será incorporado aos salários

-Piso portaria após 90 dias - 1.467,17 (incidência dos 6,5% aos valores atuais)

-Piso escritório após 90 dias - R$ 2.104,55

-Piso caixa/tesouraria após 90 dias - R$ 2.842,96 (salário mais gratificação mais outras verbas de caixa)

-PLR regra básica - 90% do salário mais R$ 2.153,21, limitado a R$ 11.550,90,. Se o total ficar abaixo de 5% do lucro líquido, salta para 2,2 salários, com teto de R$ 25.411,97

-PLR parcela adicional - 2,2% do lucro líquido dividido linearmente para todos, limitado a R$ 4.306,41

-Antecipação da PLR

-Primeira parcela depositada até dez dias após assinatura da Convenção Coletiva e a segunda até 2 de março de 2017

-Regra básica - 54% do salário mais fixo de R$ 1.291,92, limitado a R$ 6.930,50 e ao teto de 12,8% do lucro líquido - o que ocorrer primeiro

-Parcela adicional - 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2015, limitado a R$ 2.153,21

-Auxílio-refeição - R$ 31,57

-Auxílio-cesta alimentação - R$ 523,48

-13ª cesta-alimentação – R$ 524,48

-Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) - R$ 420,36

-Auxílio-creche/babá (filhos até 83 meses) - R$ 359,61

-Gratificação de compensador de cheques - R$ 163,35

-Requalificação profissional - R$ 1.437,43

-Auxílio-funeral - R$ 964,50

-Indenização por morte ou incapacidade decorrente de assalto - R$ 143.825,29

-Ajuda deslocamento noturno - R$ 100,67


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