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Atualidades

Cáceres vive risco de epidemia de AIDS


Por Sinézio Alcântara


Um cenário preocupante se vislumbra no Dia Mundial de Luta contra a Aids, nesta segunda-feira. Coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), órgão responsável pelo tratamento e acompanhamento da doença, Vanderly Muniz alerta para uma possível epidemia entre jovens em Cáceres.

Dados do CTA, segundo ela, apontam que o vírus HIV está proliferando, principalmente, entre jovens de 18 a 29 anos.

Diz que, nos 11 primeiros meses de 2014 foram registrados, em Cáceres, 40 novos casos de infectados.

Desse total, segundo ela, 27% foram jovens nessa faixa etária. Outra preocupação é o reaparecimento de doenças infectocontagiosas como gonorreia e sífilis, que haviam diminuído nos últimos tempos.

“O jovem perdeu o medo da Aids. Banalizou o uso de preservativo. Estamos próximos de uma possível epidemia da doença”.

Vanderly destaca que a tendência é que os números ampliem devido à grande procura, principalmente de jovens, para realização do exame. “A corrida quase que diária de jovens no CTA para realização do teste é o sinal de que a maioria está mantendo relação sexual sem preservativo”.

A coordenadora informa que o número de pacientes em tratamento e acompanhamento no CTA também aumentou em mais de 50% em menos de um ano. Passou de 240 em 2012 para 380 em 2014. Embora, explica Vanderly Muniz, desse total, estão incluídos registros de pacientes de outras doenças infectocontagiosas como hepatite e sífilis.

Apesar do surgimento de novos casos e do alerta para possível epidemia de Aids entre a população jovem no município, o CTA registrou queda no número de óbitos pela doença em 2014. Foram seis casos (quatro homens e duas mulheres), contra 13 em 2013 (oito homens e cinco mulheres) e sete em 2012 (cinco homens e duas mulheres).

A redução de vítimas fatais é atribuída ao tratamento considerado referência do CTA. “O CTA de Cáceres é referência no Estado. O paciente que trata corretamente, dificilmente morre por complicação da doença. Os que morrem são porque abandonam o tratamento”.

Desde a implantação do CTA em Cáceres, em 2008, 31 mulheres gestantes com Aids receberam o tratamento e em nenhum dos casos transmitiu a doença para o filho. Revela a coordenadora que, dos 380 pacientes, seis crianças e adolescentes soropositivos recebem tratamento e acompanhamento no CTA.

Por Sinézio Alcântara


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