O mês de agosto é marcado pela campanha nacional Agosto Lilás, voltada à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. Apesar dos avanços na desconstrução do machismo no Brasil, os dados mostram que a violência de gênero continua em crescimento, revelando um cenário alarmante.
Psicólogas do município de Araputanga destacam que a violência doméstica está enraizada em uma estrutura social que coloca a mulher em posição de desigualdade em relação ao homem, seja no mercado de trabalho ou no âmbito familiar.
Conforme as psicólogas Ronizer Cerize e Elaine Ferrari, “durante muitos anos fomos educados dessa forma. Quando uma mulher não atende a expectativa desse homem — como, por exemplo, ele quer chegar em casa e encontrar o jantar pronto ou deseja manter o relacionamento, mas ela não quer mais —, sempre que a mulher rompe essa expectativa, ela pode sofrer o que chamamos de violência de gênero”.
Ainda segundo as profissionais, a dificuldade em lidar com a violência doméstica é que muitas mulheres não identificam que estão sendo vítimas; elas só percebem quando há agressões físicas, o que, muitas vezes, já é tarde demais.
As psicólogas ressaltam ainda que nenhum relacionamento começa com agressividade — ela vai se escalonando. “Temos que entender que, em um relacionamento abusivo, muitas vezes tudo começa com ciúmes, e nós, mulheres, consideramos positivo por acreditar que ‘é amor’.”
Primeiro, ele começa proibindo que saia com os amigos, e a mulher cede por acreditar que é amor. Depois, começa a implicar com a família, afastando-a do ciclo familiar e dos núcleos sociais dela. Em seguida, ele pode restringir a autonomia financeira, impedindo-a de trabalhar e isolando-a. A partir daí, surgem situações de abuso, como agressões verbais, psicológicas e físicas, de modo que a mulher percebe que não tem mais para onde ir, sem meios de se socorrer ou pedir ajuda.
Em resposta a essa trágica realidade, surge a campanha Agosto Lilás, que conscientiza sobre a urgência de mobilização social, cultural e política para reduzir a violência de gênero. Por isso, o acolhimento às vítimas é parte fundamental do processo de enfrentamento.
Representada pelas psicólogas Ronizer Cerize e Elaine Ferrari, a Clínica Psicológica Calmare alerta e conscientiza sobre esse tema. Caso presencie ou testemunhe algum tipo de violência contra a mulher, ou se você mesma estiver sendo vítima, procure a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180, serviço público que registra denúncias e as encaminha para os órgãos competentes.
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