O corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Mauro Campbell Marques, suspendeu à medida que autorizava o pagamento do auxílio-alimentação de R$ 10.055 a magistrados e servidores públicos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT), neste mês.
O corregedor do CNJ considerou o aumento pontual para dezembro uma “desconfiguração” da rubrica e avaliou ser necessário analisar melhor o benefício. “Por prudência”, segundo a decisão – que está sob sigilo –, o ministro determinou a suspensão do pagamento.
O Conselho da Magistratura do Mato Grosso havia concedido uma auxílio-alimentação de R$ 10.055 para os integrantes do TJMT em dezembro, e cada funcionário receberia o generoso “tíquete-peru” apenas neste mês, segundo o provimento assinado pela presidente da Corte, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
A medida foi publicada na última quarta-feira (18/12). A partir de janeiro de 2025, o auxílio-alimentação voltaria ao valor de R$ 2.055.
Também no TJMT, a Corte enfrenta outra polêmica: desde novembro, quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sisamnes para investigar um suposto esquema de corrupção, organização criminosa e violação de sigilo funcional praticado por integrantes do tribunal suspeitos de vender decisões judiciais.
Nova fase do programa poderá alcançar R$ 150 bilhões em débitos elegíveis, com foco em famílias que possuem dívidas atrasadas há pelo menos dois anos.
Ações judiciais se intensificaram após repercussão de áudio polêmico e vídeos publicados pelo candidato do PL.
Investigação do Ministério Público também apura suspeitas em contratos de R$ 5,78 milhões da Prefeitura de Pontes e Lacerda.
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