O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o irmão dele, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), foram alvos de uma operação nesta quinta-feira (30) por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A ação de busca e apreensão é realizada pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual.
Em nota, o deputado informou que o caso está sendo acompanhado e que os advogados ainda não tiveram acesso aos autos, pois está sob sigilo. "O deputado recepcionou os agentes de segurança em sua casa, colaborando de forma integral para o cumprimento das diligências. No presente momento, aguarda-se o regular andamento e os desdobramentos das apurações para eventual manifestação mais aprofundada", disse.
O g1 tenta localizar a defesa do vereador.
A investigação aponta que emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (IBRACE) eram desviadas.
Conforme o Naco, os recursos eram repassados à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que posteriormente devolvia valores aos parlamentares responsáveis pelas emendas.
Segundo o MP, além do deputado e do vereador, a Operação Emenda Oculta cumpriu medidas cautelares de busca e apreensão contra servidores e particulares após decisão da desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte.
A Presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) informou que está acompanhando, "com a devida cautela e atenção, os desdobramentos da operação policial".
Em nota, o Partido Novo em Mato Grosso que, caso sejam confirmadas as irregularidades ou condutas incompatíveis com os valores e estatutos do partido, "medidas firmes e drásticas serão adotadas, sem hesitação".
"Ressaltamos que toda investigação deve observar o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Ao mesmo tempo, o Partido Novo acompanhará de perto todos os fatos, documentos e esclarecimentos que venham a público ou sejam apresentados às autoridades competentes", disse.
Já a deputada federal Gisela Simona, presidente do União Brasil em Cuiabá, informou que está tomando conhecimento dos fatos antes de se posicionar.
Em janeiro deste ano, uma investigação da Polícia Civil resultou no afastamento do vereador Chico 2000, sem partido, após apontar que o parlamentar teria destinado, também por meio de emendas parlamentares, mais de R$ 3 milhões ao Instituto Brasil Central (Ibrace), entre 2023 e 2025. O dinheiro seria designado para execução de corridas de rua, no entanto, a polícia apontou que parte foi desviado para outros fins, como a reforma de um imóvel do vereador.
A apuração, à época, integrou a Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.
“Convido toda a população de Indiavaí e da região Oeste de Mato Grosso a viver conosco esse momento especial", destacou o prefeito Sidnei Marques.
Não há detalhes sobre o que possa ter acontecido com ele; polícia investiga o caso
Estimativa está no Boletim Focus desta segunda divulgado pelo BC
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