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OPERAÇÃO DESCOBRIMENTO

Ex-secretário Nilton Borgato é preso em esquema de tráfico internacional de cocaína

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021 com a apreensão de cerca de 595 kg de cocaína


Por Folha Max

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Ex-secretário Nilton Borgato. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, o ex-secretário de Ciências e Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci), Nilton Borgatto (PSD). Ele é um dos alvos da Operação Descobrimento, que apura o envio de drogas para Portugal.

 

De acordo com informações preliminares, ele foi preso num prédio de luxo na região central de Cuiabá.

 

Borgatto foi titular da Seciteci entre 2019 e março deste ano. Deixou a pasta para ser candidato a deputado federal nas eleições de outubro.

 

O ex-secretário foi prefeito de Glória D'Oeste, cidade que está localizada na faixa de fronteira com a Bolívia.

 

Ao todo, a Operação Descobrimento cumpre 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

 

Outro mandado em Mato Grosso é cumprido na cidade de Cáceres.

 

AVIÃO DE LOBISTA

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador/BA para abastecimento. Após ser inspecionado, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave.

 

A droga era transporta no avião de uma empresa privada ligada ao lobista Rowles Magalhães Pereira da Silva, que ficou conhecido por denunciar um esquema de propinas nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

 

Na época, a defesa do lobista afirmou que a empresa de Portugal ainda não pertencia a Rowles. Segundo a defesa, a negociação ainda estava com contrato de intenções.

 

A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).

 

As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador/BA e pela Justiça portuguesa. A Justiça brasileira também decretou medidas patrimoniais de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

 

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