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Atualidades

Geosolo se defende e joga culpa no governo sobre paralisação de recuperação de MT 248


Por Gláucio Nogueira

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A Geosolo, empresa responsável pela recuperação da rodovia MT-248, nega que tenha abandonado o canteiro de obras, como afirmaram moradores de municípios da região Oeste do Estado. Com contrato firmado desde agosto do ano passado, a empreiteira tem realizado serviços emergenciais e aguarda o final do período de chuvas, que causaram inclusive a decretação de estado de emergência de várias cidades da região, para acelerar o ritmo dos trabalhos.
 
Além das questões climáticas, que impedem a realização dos trabalhos de terraplanagem, pavimentação e asfaltamento, a Geosolo chegou a ficar 3 meses sem receber pelos serviços prestados ao Estado, o que gerou uma série de dificuldades para a empresa em cumprir acordos com funcionários e fornecedores. Mesmo sem os recebimentos, regularizados no final de janeiro, a Geosolo manteve todos os seus pagamentos em dia.
 
A reportagem teve acesso a 2 ofícios encaminhados pela empresa para a Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu) no início deste ano. Os documentos, assinados pelo engenheiro e proprietário da empresa, José Mura Júnior, relatam todas as dificuldades para que a obra fosse tocada.
 
Conforme um dos documentos, o projeto para a recuperação foi elaborado no início de 2013 e a ordem de serviço para o início das obras dada em 5 de agosto do ano passado. Por conta da situação da estrada e após acordo com o setor de fiscalização da Setpu, ficou acertado que o cronograma seria alterado e que trabalhos emergenciais seriam efetuados de forma a dar conforto aos motoristas que utilizam a rodovia.
 
Depois desta alteração, a Geosolo enfrentou problemas com os pagamentos das medições pelos serviços realizados. O atraso chegou a 3 parcelas o que provocou, segundo o ofício, “uma inevitável e sensível redução no ritmo de trabalho”. A situação só foi resolvida no último dia útil de janeiro.
 
Além das mudanças e dos atrasos nos pagamentos, as chuvas, acima da média na região, fizeram com que os serviços fossem reduzidos. No término do documento, assinado por Mura, a Geosolo informa a Setpu que tão logo as condições climáticas permitam irá cumprir o cronograma contratado com as devidas alterações. Afirma que “mantém equipe mobilizada para atender eventualidades emergenciais decorrentes das chuvas”.

Por: Gláucio Nogueira

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