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BOCA DE URNA E CAIXA 2

Juiz eleitoral determina que Ministério Público investigue deputado Dr. Gimenez

Funcionários do então candidato foram presos com dinheiro e material de campanha no dia do pleito


Por Esportes & Noticias

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O juiz Jackson Francisco Coleta Coutinho, do Tribunal Regional Eleitoral (TER) determinou que o Ministério Público Eleitoral (MPE-MT) investigue de crime eleitoral supostamente cometido pelo Dr. Gimenez (PV). A decisão é do dia 17 de outubro e atende a um pedido do ex-deputado Oscar Bezerra (PV), suplente do parlamentar.
 

“À vista dos fatos novos noticiados nos autos extraia-se cópia e remeta ao Ministério Público Eleitoral para as devidas apurações”, é a decisão.
 

Bezerra apresenta na ação de impugnação de candidatura, proposta ainda em janeiro desse ano, que o deputado incorreu nos delitos abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação social e corrupção eleitoral.
 

Sustenta que o deputado buscou votos em um leilão beneficente no Rotary Club da cidade de São José dos Quatro Marcos. Na oportunidade, ele arrematou um bolo por R$ 250 e depois o devolveu ao leilão, para que fosse vendido novamente. Além disso, consta no documento que a todo o momento, o locutor mencionava Gimenez como “o futuro deputado de Mato Grosso”, ainda em agosto daquele ano.
 

“O abuso de poder encontra-se comprovado pela participação em leilão beneficente com nítido caráter propagandístico em que foi praticada também a doação para evento de grande repercussão local”, diz trecho da ação.
 

Outro ponto ilícito citado por Bezerra foi a prisão de pessoas que trabalhavam na campanha de Gimenez. Os funcionários estariam fazendo “boca de urna” no dia 7 de outubro, data do pleito eleitoral. Com os 4 detidos foram encontrados dinheiro, cheques, santinhos, material de campanha e caderno coma notações de pagamentos.
 

Alguns nos nomes listados não conferem com a prestação de contas do deputado à Justiça, o que caracteriza Caixa 2. Assim como não estavam na relação dois dos presos que se apresentaram como cabos eleitorais, mas que não estavam no planejamento de despesas do então candidato.
 

Ao fim do documento, Bezerra pede o afastamento de Gimenez e a ilegibilidade por 3 anos. “Requereu a concessão de tutela antecipada (urgente) para determinar a suspensão do exercício do mandato eletivo do impugnado”, diz o pedido.
 

Apesar de tramitar desde o início do ano, o juiz ainda não havia decido pela apuração, pois a defesa de Gimenez alegava que a medida havia sido requerida fora do prazo legal. Mencionada também que as provas não eram robustas suficiente para comprovar suposto crime eleitoral.
 

Bezerra reuniu cópias de cheques, matérias jornalísticas, caderno de anotações dos cabos eleitorais, vídeo do leilão entre outros materiais que convenceram o MPE a manifestar não pela medida urgente, mas pela apuração aprofundada da denúncia.
 

Gimenez é médico e estreante na carreira política. Ele se elegeu com 12.058 votos.
 

Nota da assessoria do Deputado Dr. Gimenez:

O deputado estadual Dr. Gimenez já teve uma ação de impugnação de mandato eletivo julgada improcedente pelo pleno do TRE, neste julgamento foram analisados os dois supostos casos descritos na matéria, em que se constatou que não houve nenhuma irregularidade na campanha do deputado. Em relação a esta suposta investigação, o deputado não foi notificado oficialmente e não tem como se manifestar sobre o tema sem concreto conhecimento dos fatos.


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