O primeiro depoimento da ação penal em que o ex-deputado estadual José Geraldo Riva (PSD) é acusado de desviar R$ 60 milhões da Assembleia Legislativa, foi do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça. Ele afirmou que Riva contraiu empréstimos no “banco clandestino” que ele operava em oito anos, no período de 2002 a 2010, o montante de R$ 10 milhões.
Segundo Mendonça, o valor seria para “atender as necessidades do sistema” e para ter “a imprensa nas mãos”. O empresário, que é o delator na “Operação Ararath”, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e peculato, disse ainda que Riva foi apresentado a ele pelo amigo em comum, o advogado e, na época procurador da Assembleia, Eduardo Jacob, já falecido.
No depoimento, Júnior Mendonça confirmou que o primeiro empréstimo de Riva foi na ordem de R$ 2 milhões. Como garantia foi dado a casa em que a família de Riva reside no bairro Santa Rosa, em Cuiabá. Depois desse primeiro empréstimos, o ex-deputado fez “saques” de outras quantias junto a Mendonça, que giravam, por vez, em valores de R$ 500 mil a R$ 3 milhões.
Os pagamentos dos empréstimos, de acordo com o empresário, foram feitos “sempre em espécie pelo secretário geral da Assembleia, à época, na própria sede da instituição”. “Os pagamentos eram feitos em envelopes”, disse. Outra forma de receber, conforme Mendonça explicou, era quando um motorista ia com carro da Assembleia, de chapa branca, até onde ele estava para efetuar o pagamento.
Outro depoimento da tarde foi da empresária Tatiana da Silval Guedes. A empresária, que seria uma das sócias da empresa Luvapel, afirmou que assinava todos os documentos que o marido entregava, sem ler. “Não tenho conhecimento administrativo da empresa. Ele levava tudo para eu assinar. Eu confiava nele porque era o meu marido”, confessou a Justiça.
Sem Riva
O ex-deputado não participou das oitivas, apesar dele ter o direito de estar presente nos depoimentos. Segundo a defesa do acusado, a escolha foi uma opção pessoal dele.
Riva deverá deixar a prisão, apenas no dia 28, quando será ele quem irá depor no processo.
O caso
Riva é acusado de comandar um esquema de fraude em procedimentos licitatórios da Assembleia Legislativa, que teria desviado dos cofres públicos a quantia de R$ 60 milhões. O valor é referente a compra de material de expediente, em cinco papelarias, que seria de fachada.
Por causa do suposto crime, ele foi preso no dia 21 de fevereiro e continua cumprindo a ordem judicial no Centro de Custódia de Cuiabá.
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