EM 30 ANOS

Mato Grosso perdeu 50% da cobertura de água segundo dados do MapBiomas


Por Ana Luíza Anache | MP-MT

img

Imagem ilustrativa. (Foto: Banco de imagens freepik)

Mato Grosso perdeu 50% da cobertura de água em 30 anos, de 1990 a 2020, segundo dados do MapBiomas. Em todo o Brasil, a perda de superfície de água foi de 15,7%, o que representa 3,1 milhões de hectares. E no Pantanal, maior planície alagável do mundo, a redução foi de 68% no mesmo período. As estatísticas foram apresentadas pela promotora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini, na manhã desta terça-feira (31), durante o Seminário “Nascentes, Veredas e Áreas Úmidas”.

 

Promovido pela Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística e pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o evento virtual ocorre na semana em que se comemora o Dia Mundial das Zonas Úmidas - 2 de fevereiro.

 

“O tema que enfrentamos agora está sendo abraçado por muita gente e isso é significativo. Falar sobre a importância da água é fundamental, investir na educação ambiental nas escolas e na conscientização dos adultos para que possamos preparar as futuras gerações. E o Ministério Público é esteio nesse sentido”, destacou o titular da especializada, procurador de Justiça Luiz Alberto Esteves Scaloppe, na abertura do evento.

 

“O seminário justifica-se por tratar de feições hidrológicas com importantes consequências jurídicas, mas que, no entanto, não são objeto comuns de estudos e debates pela comunidade jurídica, nem mesmo no âmbito do Ministério Público brasileiro”, considerou o coordenador Escola Institucional, promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta.

 

No primeiro dia do evento, foram debatidos os temas “A importância socioambiental das áreas úmidas” e “Conservação das nascentes e veredas”, que tiveram como expositoras, respectivamente, a professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) doutora em Ecologia e Recursos Naturais Cátia Nunes da Cunha, e a doutora em Biologia Vegetal Suzana Neves Moreira.

 

O seminário segue na quarta-feira (1º) com os painéis “Nascentes, Veredas e Áreas Úmidas: aspectos criminais” e “Governança das Águas Subterrâneas: Desafios e Impasses. O primeiro terá como palestrante o promotor de Justiça do Rio Grande do Sul Daniel Martini e, como debatedor, o promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves. O segundo será com a doutora em Ciência Ambiental Pilar Carolina Villar e debates do promotor de Justiça Marcelo Linhares.

 

Relevância - Conforme o Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU), “Áreas Úmidas?são ecossistemas na interface entre ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, permanente ou periodicamente inundados ou com solos encharcados. As águas podem ser doces, salobras ou salgadas, com comunidades de plantas e animais adaptados à sua dinâmica hídrica. São?ambientes?fundamentais para o ciclo da água, para a conservação da biodiversidade,?para a regulação climática?e para o fornecimento de alimentos.

 

Com o objetivo de promover a conservação e o uso racional de áreas úmidas no mundo, foi estabelecida em 1971 a Convenção de Ramsar, tratado intergovernamental celebrado no Irã. Atualmente, 150 países são signatários do tratado, incluindo o Brasil.

 

O Seminário “Nascentes, Veredas e Áreas Úmidas” foi gravado e pode ser assistido aqui.

 

Entre no grupo de WhatsApp do Popular Online e receba notícias da região, CLIQUE AQUI.


APOSTAS ONLINE

Autor de projeto pelo fim das Bets, Fávaro apoia medida provisória

“O fim das bets vai acabar com um pesadelo das famílias brasileiras. Esse jogo de azar toma o dinheiro de quem trabalha, avalia senador.


CULTURA E GASTRONOMIA

Reserva do Cabaçal prepara concurso oficial para eleger o prato típico do município

Iniciativa vai valorizar a culinária regional, a identidade cultural e as tradições locais.


EDUCAÇÃO E CULTURA

Jauru cria regras e proíbe conteúdos sexuais em apresentações nas escolas

Nova legislação estabelece regras para músicas, peças teatrais, filmes e atividades culturais, veta encenações de natureza sexual com crianças e adolescentes.

Ver mais

O que é Urgente, não pode esperar! Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba alertas de notícias.