"Eu não vendi a empresa para um frentista de posto, eu não vendi a empresa para um inconsequente, para um cara que tinha um holerite; eu vendi a empresa, minha parte, para um cara que era dono de 50%", disse o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos) ao comentar repercussões sobre um vídeo em que o parlamentar aparece ao lado do governador Mauro Mendes (União Brasil) comemorando uma licitação de quase R$ 200 milhões vencida pela empresa do seu irmão.
As declarações foram dadas durante entrevista concedida à Rádio Conti FM, de Pontes e Lacerda, nesta segunda-feira (23/03). Questionado, o parlamentar afirmou que os 50% da sua parte na empresa foram vendidos ao próprio irmão, em 2018, que já era sócio e dono dos outros 50% da construtora.
Durante a entrevista, indagado sobre a sua fala de que a empresa “é minha”, Moretto desconversou ao responder e demonstrou nervosismo. O deputado acusou a imprensa de distorcer os fatos ao noticiar o caso. “Para mim é muito ruim estar sendo investigado por uma difamação, por uma imagem, por um ato que foi cometido pela imprensa”, afirmou o deputado.
Durante a assinatura da ordem de serviço do Hospital Regional de Pontes e Lacerda, realizada na terça-feira (17/03), Moretto comemorou o investimento e acabou fazendo uma declaração que gerou repercussão.
Em conversa ao ouvido do governador, o deputado comentou: “Quase duzentos milhões só aí”. Na sequência, ao ser questionado por Mauro Mendes sobre as empresas vencedoras da licitação, respondeu, com o microfone ainda aberto: “Duas, a Agrimat e uma a minha”. Em tom de satisfação, completou: “Tá autorizado!”.
O vídeo com a declaração rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando debate público sobre a relação entre agentes políticos e empresas contratadas pela administração pública.
O Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um procedimento cível e pediu autorização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) para abrir uma ação criminal contra o deputado.
Em resposta à situação, Moretto negou qualquer vínculo atual com a empresa, apesar de ter usado a palavra “minha”. O deputado afirmou, em coletiva com a imprensa, que não possui participação na construtora desde antes de assumir o mandato, em 2018, e que vendeu sua parte ao irmão, atual proprietário do empreendimento.
O deputado afirmou que os 50% da sua parte na empresa foram vendidos ao próprio irmão, em 2018.
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