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MEIO AMBIENTE

Outono começa amanhã: Centro-Oeste entra em meio à transição típica da estação chuvosa para a seca


Por Roberto Peixoto, g1

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Imagem ilustrativa (Foto: banco de imagens freepik)

O outono começa amanhã, sexta-feira (20), às 11h45, mas a estação chega sem trazer aquele alívio térmico que muita gente aguarda.

 

Segundo os mais recentes modelos meteorologócios, as temperaturas devem ficar acima da média histórica em praticamente todo o Brasil durante os meses de abril, maio e junho, e o calor que marcou o fim do verão não deve dar trégua tão cedo.

 

Abril deve ser o mês mais parecido com o verão dentro do outono. O tempo abafado, o céu carregado à tarde e as pancadas de chuva seguem como padrão dominante nesse primeiro mês da estação, sem nenhuma massa de ar frio com força suficiente para mudar esse quadro.

 

Um resfriamento mais perceptível só deve aparecer em maio, quando os dias ficam mais curtos, o sol perde intensidade e as noites começam a ficar mais frescas, especialmente no Sul e nas áreas de maior altitude do Sudeste.

 

Segundo a Climatempo, a primeira massa de ar polar com força de verdade deve chegar ao Brasil apenas na virada de maio para junho, trazendo uma possibilidade de geada no Sul e mínimas em torno de 10°C em São Paulo (SP).

 

Mesmo assim, essa é uma projeção de longo prazo, ainda sujeita a ajustes nas próximas semanas.

 

O que os meteorologistas afirmam com mais segurança por enquanto é que não há nada no horizonte próximo capaz de derrubar as temperaturas de forma duradoura.

 

Uma das razões para esse início de outono tão quente está no Oceano Pacífico. O La Niña fraco que marcou o verão perdeu força desde fevereiro e caminha para o fim.

 

No lugar dele, os modelos climáticos internacionais apontam para o desenvolvimento gradual do El Niño ao longo do trimestre abril-maio-junho, com cerca de 85% de probabilidade de essa transição se confirmar no período.

 

Esse processo tende a manter o calor acima do normal por mais tempo e pode abrir espaço para ondas de calor pontuais ao longo da estação.

 

"A previsão geral para o outono indica uma estação dentro da normalidade, tanto em relação às temperaturas quanto aos volumes de chuva. Ou seja, de forma geral, as condições devem ficar próximas do padrão esperado para essa época do ano", diz César Soares, meteorologista da Climatempo.

 

"No entanto, há uma tendência gradual de desenvolvimento do fenômeno El Niño, o que pode favorecer alguns períodos de calor ao longo da estação. Por causa disso, ondas de calor ainda podem ocorrer em determinados momentos do outono", complementa.

 

Região Centro-Oeste

O Centro-Oeste entra no outono em meio à transição típica da estação chuvosa para a seca. A redução das chuvas a partir de abril é esperada e deve ocorrer dentro do padrão na maior parte da região. Goiás e Mato Grosso tendem a ter volumes próximos do normal, enquanto o Mato Grosso do Sul pode registrar menos chuva ao longo do trimestre.

 

As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região.

 

Brasília (DF) ainda vive nesta semana um período mais chuvoso, com pancadas frequentes até sexta-feira. Esse comportamento é típico do fim do verão no Planalto Central. A partir do outono, a tendência é de redução das chuvas e início do período seco, que deve se intensificar ao longo de maio.

 

Cuiabá (MT) deve enfrentar calor persistente no começo da estação. Apesar das chuvas ainda frequentes neste momento, a tendência é de diminuição gradual da precipitação nos próximos dias. Em parte da região, inclusive no Mato Grosso do Sul, o início do outono pode ter tardes muito quentes, com temperaturas próximas ou acima dos 35°C.

 

Em Campo Grande (MS), o contraste entre o calor e a falta de chuva deve ficar mais evidente. A combinação de tempo mais seco e temperaturas elevadas pode favorecer o avanço de queimadas já nas primeiras semanas de maio, um cenário comum na região.

 

Ao longo do trimestre, a tendência é de menos frentes frias avançando pelo Centro-Oeste, o que ajuda a manter o calor por mais tempo. As primeiras quedas mais perceptíveis de temperatura devem aparecer só a partir de junho, já na transição para o inverno, e ainda de forma pontual.

Fonte: Roberto Peixoto, g1


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