A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (18.03), a convocação do ex-governador de Mato Grosso Pedro Taques para prestar depoimento como testemunha no Senado. A oitiva integra as investigações sobre denúncias de fraudes em contratos de crédito consignado que teriam prejudicado cerca de 14 mil servidores públicos no estado, com possível intermediação do Banco Master.
O requerimento é de autoria do relator da CPI, o senador Alessandro Vieira, que destacou a relevância das informações apresentadas pelo ex-governador sobre a atuação da instituição financeira em Mato Grosso. Segundo ele, Taques possui documentos e elementos que podem contribuir para o esclarecimento de possíveis irregularidades no sistema de crédito consignado envolvendo servidores públicos.
Durante a sessão, o relator ponderou que a convocação também traz ao debate uma disputa política local. Vieira mencionou o embate entre Taques e o atual governador Mauro Mendes — ambos apontados como pré-candidatos ao Senado — e ressaltou que os dois apresentaram versões conflitantes sobre os fatos investigados. Ainda assim, defendeu a pertinência do depoimento.
“Esse é um ponto que merece reflexão prévia desta Comissão. Estamos trazendo para este espaço uma situação específica: o requerimento envolvendo Pedro Taques se justifica pelo fato de ele possuir documentos e informações sobre a atuação do Banco Master no Estado de Mato Grosso, dentro desse contexto. No entanto, é importante deixar claro que todos votem com plena consciência de que também estaremos trazendo para esta Comissão uma disputa política local. Há, no Estado, um embate entre o senhor Pedro Taques e o atual governador Mauro Mendes, ambos pré-candidatos ao Senado. Os dois procuraram a Comissão e apresentaram versões e documentações conflitantes sobre os fatos. Ainda assim, entendo que a convocação como testemunha é válida.”
A convocação está relacionada às investigações sobre o grupo controlador do Banco Master, alvo de medidas judiciais no âmbito da Operação Compliance Zero. A CPI apura possíveis fraudes e irregularidades em operações de crédito consignado que teriam causado prejuízos milionários a cerca de 14 mil servidores públicos em Mato Grosso.
De acordo com a justificativa apresentada, Pedro Taques atua atualmente como advogado de entidades sindicais e já protocolou denúncias em órgãos como o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas do Estado e o Banco Central. As suspeitas envolvem contratos com a empresa Capital Consig, que teriam gerado prejuízos significativos aos servidores, com possível intermediação financeira do Banco Master.
Para a comissão, o depoimento do ex-governador pode ajudar a esclarecer se houve uso de influência política, falhas na fiscalização ou até mesmo a utilização do sistema de crédito consignado para ocultação de recursos ilícitos. A expectativa é de que a oitiva contribua para o avanço das investigações e para a formulação de medidas legislativas que reforcem os mecanismos de controle no setor financeiro.
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