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"BOCA MALDITA"

Suspeito de ameaçar secretária de morte e difamar autoridades nas redes é alvo de operação

Investigação apura atuação de grupo acusado de difamar moradores, políticos e servidores pela internet.


Por Redação com RDNews/MT

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Reprodução

Fábio Antônio Alves Pádua e uma mulher, que não teve a identidade revelada, foram alvos de mandados de busca e apreensão e mandados de medidas cautelares, na manhã desta terça-feira (16), durante a Operação Boca Maldita, em Mirassol D’Oeste (a 296 km de Cuiabá). A dupla é suspeita de propagar uma série de ataques contra a honra de moradores, políticos e servidores públicos da cidade e região, por meio da internet. Dentre as vítimas está a secretária Municipal de Educação, Rosana de Cassia Botelho de Carvalho que chegou a ser ameaçada de morte.  


Além das buscas e apreensões de equipamentos eletrônicos, os alvos também foram intimados a prestar depoimento. Segundo a Polícia Civil, uma terceira pessoa - moradora de Cuiabá - também é investigada. 


“Bala perdida não é crime”

Rosana de Cassia registrou um boletim de ocorrência no dia 28 de abril deste ano após receber ameaças de morte por meio de áudios em um grupo de WhatsApp da de Mirassol D’Oeste, atribuídos a Fábio Antônio. 


Dentre as declarações, o Fábio acusou a secretária de desviar mais de R$ 1 milhão da Educação: “Eu recomendo que cada um pegue um revólver, uma metralhadora, na hora que ela passar. Tiro acidental também não é crime”. 


No dia seguinte, após receber novas ameaças de Fábio, a servidora registrou um segundo boletim de ocorrência.


No novo áudio, que tem pouco mais de dois minutos de duração, ele chama a secretária de “vagab*” por 27 vezes e, além de xingá-la de outras formas, Fábio também acusa Rosana, novamente, de desviar verbas da Educação no valor de R$ 1,5 milhão, que, segundo ele, solucionariam uma questão de transporte público da cidade. 


“Infelizmente, a gente estava sem condições de fazer esse transporte e as crianças estavam até correndo um certo risco. Avisei aos pais que isso não seria mais possível neste ano, expliquei tudo direitinho na rádio e nos grupos de mensagens. A partir do momento que se criou um grupo [de WhatsApp], dentro da cidade, para se tratar desse assunto entre os pais, inseriram esse cidadão [Fábio] no grupo e ele começou a fazer ataques com essa baixeza que ele é, porque aquilo pra mim não é um ser humano, não existe uma pessoa daquela forma”, relatou Rosana à época. 


Segundo o delegado Gustavo Ataíde, responsável pelas investigações, a atuação coordenada em diferentes cidades levanta a suspeita da existência de uma possível associação criminosa voltada à prática sistemática de crimes contra a honra no ambiente digital, hipótese que será aprofundada no curso das investigações.


“O ambiente virtual não é uma terra sem lei. O anonimato nas redes sociais é apenas aparente. Crimes praticados pela internet deixam rastros e podem resultar na responsabilização criminal de seus autores”, destacou o delegado. 


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