Rio Branco

TCE suspende decisão que condenou prefeito por irregularidade em pagamento


Por Diego Frederici | Folhamax

img

Reprodução

O conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Luiz Carlos Pereira, suspendeu uma decisão que determinou a devolução de R$ 22,6 mil pelo ex-secretário municipal de finanças de Rio Branco (336 KM da Capital), Adelgício Almeida Pinheiro, que também terá que pagar uma multa de 10% sobre este valor. A medida foi publicada nesta quinta-feira (27).

A decisão também determinou que o prefeito do município, Antonio Xavier de Araújo, o “Totonho” (PSC), pagasse os mesmos 10% sobre os R$ 22,6 mil. Ambos os pagamentos foram suspensos pelo conselheiro substituto Luiz Carlos Pereira em razão de um recurso interposto pelo prefeito de Rio Branco contra a determinação, de julho de 2019, que os condenou por danos aos cofres públicos da cidade.

Os efeitos da decisão – ou seja, os pagamentos -, estarão suspensos até que o TCE-MT julgue o recurso administrativo de “Totonho”.

De acordo com informações do processo que tramita no TCE-MT, o prefeito teria sido responsável pelo pagamento “a mais” nos salários do secretário de finanças, Adelgício Almeida Pinheiro, além de Pedro Antônio Boascivis, que também ocupou a pasta. Eles receberam, respectivamente, R$ 22,6 mil e R$ 20,1 mil de forma ilegal, segundo a Corte de Contas.

Pedro Antônio Boascivis, porém, sofreu um processo administrativo em razão da irregularidade e já teria realizado um acordo com a prefeitura de Rio Branco para devolver os valores recebidos irregularmente.

Os pagamentos a mais no salário teriam sido autorizados pelo próprio prefeito. A decisão de julho de 2019, proferida pelo conselheiro interino Luiz Henrique Lima, comentou que o Chefe do Poder Executivo Municipal de Rio Branco “favoreceu” os secretários, que eram de sua “confiança”.

“Depreende-se da conduta do gestor grave infração ao princípio da impessoalidade, materializada pelo favorecimento de servidores de sua confiança, a quem autorizou que buscassem uma maneira para a formalização dos pagamentos, permitindo-lhes criar uma situação fictícia de aparente legalidade para justificar o recebimento de valores excedentes aos estabelecidos nas leis de pessoal do Município”, asseverou Luiz Henrique Lima.

O recurso do prefeito de Rio Branco ainda não tem data para ser julgado.


APEGO AO CARGO

90% dos deputados tentam reeleição na Assembleia e 75% à Câmara; veja nomes

As eleições de 2026 devem representar poucas mudanças em relação à composição atual na Assembleia Legislativa


VIOLÊNCIA LETAL

Vila Bela lidera ranking de homicídios em Mato Grosso, aponta IPS Brasil 2026

Município registrou 21 homicídios no ano passado, alcançando taxa de 105,64 mortes por 100 mil habitantes.


CASO OI

PF apreende passaportes de Mauro Mendes e Virginia em investigação sobre suposto desvio milionário

Investigação apura supostas irregularidades em acordo de R$ 308 milhões com a Oi S.A.

Ver mais

O que é Urgente, não pode esperar! Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba alertas de notícias.