COVID-19

Técnicos da Anvisa rejeitam compra da Vacina Sputnik por Mato Grosso


Por Redação Popular Online/GD

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Divulgação Internet

Gerentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiram relatório para reprovar a importação da vacina russa Sputnik V pelo Brasil. O parecer compromete a negociação do governo de Mato Grosso, que anunciou a compra direta de 1,2 milhão de doses do imunizante que combate a covid-19.


Os técnicos da Anvisa apontaram possíveis riscos à saúde e a falta de documentação para que a vacina possa ser aprovada e circule pelo país. Na explanação, foi apontado que apesar de ser aplicada em mais de 60 países, na maioria deles, não se buscou dados que comprovassem a eficácia do imunizante.


O relator do processo, Alex Machado Campos, disse em seu voto que não pode haver ‘atalho’ na ciência, e por isso decidiu votar contrário à autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina. Ele ressaltou que nenhum relatório técnico de avaliação da vacina produzido pela autoridade sanitária da Rússia foi entregue à Anvisa. Até o fechamento desta edição, por volta das 21h30, os diretores da agência regulatória debatiam o tema e, em seguida, apresentariam seus votos.


A equipe técnica que recomendou a rejeição da importação é formada pelo gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes Lima Santos, a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, Ana Carolina Moreira Marino Araújo, e a gerente-geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária, Suzie Marie Gomes.

 

O principal problema da vacina seria a presença de adenovírus replicantes. Com isso, o imunizante não demonstra que controla de forma eficiente o próprio critério estabelecido para o seu desenvolvimento, que seria garantir a não replicação do vírus.


Custo para o governo

De acordo com o contrato assinado pelo Executivo estadual, o governo tenta adquirir 1.201.500 doses, sendo necessária a aplicação de duas doses por pessoa para a imunização completa, assim como ocorre com a Coronavac. Cada dose custará U$S 9.95 dólares, resultando em um total de U$S 11,95 milhões -cerca de R$ 67,3 milhões. Mauro Mendes explicou que o Ministério da Saúde pode decidir custear a vacina e, em razão disso, as doses da Sputnik serão encaminhadas para o Plano Nacional de Imunização (PNI) e distribuídas em todo país. Mendes crê no direito do estado em pagar e utilizar os imunizantes.


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