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FAVORECIMENTO

Vereadores rejeitam projetos do prefeito que alteram Leis para favorecer servidores de Araputanga

Com a reprovação dos Projetos de Leis os vereadores impediram a gestão pública de favorecer mais de quarenta servidores que são proprietários de empresas privadas.


Por Redação Popular Online

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Imagem ilustrativa. (Foto: Banco de imagens freepik)

A Câmara Municipal de Araputanga (a 345 km de Cuiabá) rejeitou em Sessão Ordinária realizada na noite de ontem, segunda-feira, 6 de dezembro, os Projetos de Lei (PL) n.º 1.737/2021 e 1.738/2021, encaminhados pelo prefeito Enilson de Araújo Rios (Solidariedade).


Por meio do PL n.º 1.737/2021 o gestor propôs aos vereadores a revogação do inciso XI do artigo 132 da Lei Municipal n.º 135/1992, que proíbe servidores de participar de gerência ou de administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio.


O PL n.º 1.738/2021, também encaminhado pelo prefeito, propôs emenda à Lei Orgânica do Município com a revogação do parágrafo 1º do artigo 79, que proíbe ao prefeito e vice-prefeito desempenhar função de administração em qualquer empresa privada.


Com a reprovação dos Projetos de Leis os vereadores impediram a gestão pública de favorecer mais de quarenta servidores que são proprietários de empresas privadas.


As revogações nas Leis foram propostas pelo prefeito no momento em que o atual vice-prefeito Marcos Aurélio Barros — Marquinhos da Saúde (PSD), responde a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), por Violação aos princípios Administrativos, proposto pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), através da Promotoria de Justiça da Comarca de Araputanga.


Conforme a manifestação, o vice-prefeito, Marquinhos da Saúde, é sócio administrador de um comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – mini mercados, mercearias e armazéns, o que contraria o parágrafo 1º do artigo 79 da Lei Orgânica Municipal, onde proíbe o vice-prefeito a desempenhar função de administração em qualquer empresa privada.


A Promotoria de Justiça também expediu uma Notificação Recomendatória ao Executivo, dando prazo para servidores que estão irregulares se adequarem a legislação. O município respondeu a notificação informando ao Ministério Público sobre todos os servidores que estão em desconformidade com a Lei vigente.


VOTAÇÃO

Os Projetos de Leis foram rejeitados pelos os vereadores Ulisses Ferreira (PDT), Correia do Povo (DEM), Paulinho Gato (Republicanos), Ronaldo das Botas (Republicanos), Sebastião Barbosa (Solidariedade) e Cléo Camargo (Solidariedade).


A vereadora Sandra Lopes (DEM) não participou da Sessão Ordinária. Já os vereadores Gilmar do Tota (PDT) e Toninho (Republicanos) se abstiveram de votar.


Com a rejeição dos Projetos, o vice-prefeito e os demais servidores públicos, em função de gerência ou administração de empresa privada deverão, até o final do mês de dezembro, regularizar a situação.


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