De olho na Câmara Federal, coronel Roveri afirma que é preciso endurecer as leis para frear o “prende e solta” e reduzir a sensação de impunidade no país. O ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso ressalta que cabe ao Congresso Nacional legislar sobre o tema, mas, infelizmente, pautas importantes não têm avançado. “A gente pretende, lá no Congresso Nacional, melhorar a legislação para não ficar aquela impressão de ‘prende e solta’. Isso gera uma sensação de impunidade, de que o criminoso pode continuar infringindo a lei cada vez mais. E, claro, teremos dispositivos para enfrentar isso”, afirmou o coronel, que deve se filiar a um partido durante o período de convenções — podendo ser União Progressista, Podemos ou Republicanos.
Questionado sobre a redução da maioridade penal, Roveri sinalizou ser favorável. Ele argumenta que os jovens de hoje são mais maduros do que os de gerações anteriores e que o Código Penal, elaborado na década de 1940, já não acompanha as mudanças da sociedade apesar dos avanços e remendos. “O mundo em 1940 era um, e antes da Segunda Guerra ainda, e hoje o mundo, nós estamos em 2026, estamos falando em Marte, em colonização de Marte, estamos aí com robôs na China, que fazem movimentos de artes marciais, então o mundo avançou muito, os adolescentes têm muitas informações, e acho que a gente tem que trabalhar nisso e reduzir um pouco”, defende.
Sobre a possibilidade de adoção de penas como prisão perpétua ou até pena de morte, Roveri ponderou que isso dependeria de mudanças na Constituição, mas afirmou que são alternativas que podem ser debatidas como forma de reduzir a criminalidade, especialmente a reincidência. “Resolve? Com certeza vai ajudar, porque você não terá a mesma pessoa cometendo crimes graves repetidamente”, disse.
Diante desse cenário, o ex-secretário destacou seus 29 anos de atuação na área de segurança pública e afirmou que pretende levar essa experiência, além de cases de sucesso de Mato Grosso, para a Câmara Federal. Entre eles, citou o programa Vigia Mais Mato Grosso e a política de Tolerância Zero à Invasão de Terra. “Nossas escolas e cidades estão sendo monitoradas por câmeras. Já são mais de 20 mil equipamentos instalados em mais de 130 municípios, com mais de 90% de cobertura do Estado. É praticamente uma muralha digital. E é um programa recente, lançado em março de 2023, que avançou muito rápido, assim como a Tolerância Zero à Invasão de Terra e o enfrentamento às facções criminosas”, destacou.
Sobre o crime organizado, ele reconheceu que houve avanços, mas ressaltou que os desafios ainda são grandes. Segundo Roveri, as facções, antes concentradas nos grandes centros, hoje se interiorizaram e se espalharam por todo o país.
Entrega gratuita ao público acontece a partir das 17h durante a 16ª Festa do Queijo, que movimenta o município desde sexta-feira
Primeira beatificação de Mato Grosso reuniu milhares de fiéis e autoridades políticas neste sábado (13)
Assassinato por 'ódio à fé' abriu via rara no Vaticano. Celebração em Jauru terá tecidos com sangue de atentado ocorrido em 2001 e rito de elevação do corpo.
O que é Urgente, não pode esperar! Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba alertas de notícias.