O governo federal anunciou nesta sexta-feira (25), por meio do Ministério do Planejamento e Orçamento, uma nova etapa do programa de renegociação de dívidas de pessoas físicas. Batizada de Desenrola Brasil 3.0, a iniciativa prevê descontos de até 90% para famílias com débitos em atraso há pelo menos dois anos e até quatro anos e meio.
A proposta tem como objetivo reduzir o comprometimento da renda familiar, facilitar a regularização das dívidas e combater o superendividamento. A estimativa do governo é que existam aproximadamente R$ 300 bilhões em débitos potencialmente enquadrados na iniciativa.
O programa deverá priorizar dívidas de cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa, além de crédito pessoal sem consignação em folha.
Governo estima R$ 15 bilhões em custos
Segundo as projeções apresentadas, o Desenrola Brasil 3.0 deverá alcançar cerca de 50% das dívidas consideradas elegíveis, o equivalente a aproximadamente R$ 150 bilhões.
A previsão é aplicar um deságio de 90% sobre esse montante, com custo estimado em R$ 15 bilhões. O desconto deverá ser repassado integralmente às famílias contempladas pelo programa.
Leilão está previsto para novembro
A implementação deverá ocorrer por meio de um leilão organizado pela União para a compra de carteiras de crédito de instituições financeiras. A operação poderá ser conduzida por uma instituição financeira federal ou pelo Tesouro Nacional.
O leilão está previsto para novembro de 2026. Após a aquisição das carteiras, os descontos serão aplicados às dívidas que atenderem aos critérios estabelecidos pelo programa.
Quem poderá participar
O público-alvo será formado por pessoas físicas com dívidas em atraso entre dois e quatro anos e meio, dentro das modalidades de crédito previstas.
Estão incluídas:
Dívidas de cartão de crédito parcelado;
Dívidas de cartão de crédito rotativo;
Crédito pessoal sem consignação em folha.
A expectativa do governo é que a nova rodada de renegociação ajude as famílias a reorganizar suas finanças, diminuir o peso das dívidas sobre a renda e recuperar a capacidade de pagamento.
Nova fase do programa poderá alcançar R$ 150 bilhões em débitos elegíveis, com foco em famílias que possuem dívidas atrasadas há pelo menos dois anos.
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