Em meio a escândalos envolvendo seu nome, familiares e aliados políticos, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), anunciou nesta quinta-feira (26) que deixará o comando do Executivo estadual a partir do dia 31 de março para concorrer ao cargo de senador da República.
O anúncio foi feito pelo próprio governador, ao lado da primeira-dama Virginia Mendes, em vídeo publicado nas redes sociais. Com a saída, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que é pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, assumirá o cargo.
De acordo com Mauro Mendes, a decisão de renunciar para viabilizar a pré-candidatura ao Senado foi tomada de forma conjunta, após diálogo com familiares, amigos, apoiadores e lideranças políticas.
“Tenho muito orgulho de olhar para trás e ver tudo o que conseguimos fazer em Mato Grosso. Pegamos um estado quebrado, com salários atrasados, obras paradas e sem credibilidade, e hoje entregamos um governo com as contas em dia, investimentos recordes e que recebe elogios do Brasil inteiro. Nosso povo voltou a ter orgulho de dizer que é de Mato Grosso. Deixo meu grande abraço e agradecimento a todos”, afirmou.
Pelo calendário eleitoral, o governador poderia permanecer no cargo até o dia 4 de abril, quando deveria se desincompatibilizar para disputar o pleito. No entanto, diante das especulações em torno de seu nome, optou por antecipar a decisão.
A saída de Mauro Mendes ocorre em meio a questionamentos relacionados à sua gestão. Entre os casos, está um requerimento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso solicitando explicações sobre o aporte de R$ 448,5 milhões de recursos públicos no MT-Par Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados (FIDC NP).
Conforme as informações, o fundo é administrado pela empresa Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que foi liquidada pelo Banco Central após investigações envolvendo o chamado “Caso Master” e suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Outro episódio citado é o chamado “Caso Oi”, que envolve um acordo de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. A denúncia, posteriormente arquivada pelo Ministério Público Estadual (MPE-MT) e pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), apontava suposto desvio de recursos públicos para fundos de investimento ligados a familiares do governador e ao deputado federal licenciado Fábio Garcia (União Brasil), atual chefe da Casa Civil.
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