O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Tofolli, determinou que o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) seja investigado pelo suposto recebimento de propina do esquema envolvendo gráficas, desmantelado pela Operação Edição Extra, em 2015.
O despacho atende pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot. Presidente estadual do PP, Ezequiel é suspeito de receber propina por meio do esquema que ocorria na extinta secretaria estadual de Comunicação durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
O pagamento ilegal teria sido feito pela gráfica Defanti na conta de Rosilene de Fátima Basso, cunhada do parlamentar.
A investigação indica que o fato aconteceu em 31 de outubro de 2012, quando Ezequiel ainda exercia mandato de deputado estadual. Naquele dia, a cunhada sacou R$ 35 mil depositados em sua conta pela gráfica Defanti.
A investigação contra Ezequiel resulta da deleção premiada do ex-deputado federal e jornalista Maksuês Leite. O proprietário da gráfica Propel foi o responsável por trazer a tona o esquema que ocorria na Secom.
Na decisão, que instaurou o inquérito, Dias Toffoli ainda determinou que a Polícia Federal de Mato Grosso interrogue Ezequiel e a cunhada.
Entretanto, o deputado federal declarou por meio da assessoria que não foi intimado e sequer tem conhecimento das suspeitas.
“Em resposta, a assessoria informa que o deputado federal Ezequiel Fonseca desconhece e tampouco foi notificado sobre o assunto”.
Caso
O inquérito da Edição Extra foi desmembrado para Ezequiel e a cunhada serem investigados pelo Supremo. Os demais foram enviados à 7ª Vara Criminal de Cuiabá e ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Os agentes tentavam reverter decisões da primeira instância que rejeitaram pedidos para realização de novas perícias e para reconhecimento de supostas irregularidades.
A vítima acordou durante o ato, percebeu a situação e imediatamente repreendeu o suspeito, expulsando-o da residência. Em seguida, acionou o marido.
Desembargador determinou que a Sejus-MT identifique policiais apontados como autores das torturas também nos presídios de Cáceres e Pontes e Lacerda.
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