O advogado e pré-candidato a deputado federal Irajá Lacerda (PSD) volta a colocar seu nome à disposição do eleitorado mato-grossense após não conseguir se eleger nas eleições de 2022. No entanto, o cenário político indica que sua caminhada rumo à Câmara dos Deputados tende a ser ainda mais desafiadora.
Na última eleição, Irajá recebeu 54.607 votos. Porém, o Partido Social Democrático (PSD) não atingiu o quociente eleitoral necessário para garantir uma cadeira, e o candidato acabou ficando fora da bancada federal.
Desde então, Irajá ocupou o cargo de secretário-executivo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), vínculo que fortaleceu sua projeção política, mas que também pode produzir efeitos eleitorais adversos em Mato Grosso.
Historicamente, o estado registra forte predominância de um eleitorado alinhado à direita e resistente ao governo federal. Nesse contexto, a associação direta com a gestão do presidente Lula tende a se transformar em um dos principais obstáculos à campanha de Irajá.
Além desse fator, Irajá deverá enfrentar uma disputa acirrada contra parlamentares já consolidados e candidatos com bases eleitorais estruturadas em Mato Grosso, cenário que eleva o grau de dificuldade para conquistar uma das oito vagas destinadas ao estado na Câmara dos Deputados. No PSD, o ex-secretário-executivo do governo Lula também deverá disputar espaço político com o deputado federal Emanuelzinho, eleito pela primeira vez em 2018 com 76.781 votos, pelo PTB, e reeleito em 2022 pelo MDB com 74.720 votos.
Em números, o desafio também é expressivo. Irajá recebeu 54.607 votos na última eleição, enquanto Emanuelzinho foi reeleito com 74.720 votos. Se o parlamentar repetir um desempenho próximo ao registrado em 2022, o pré-candidato do PSD terá de conquistar um crescimento eleitoral considerável para se colocar em condições competitivas na disputa por uma vaga na Câmara Federal.
Nos bastidores da política mato-grossense, a ligação do pré-candidato ao presidente Lula tende a se transformar em um dos principais obstáculos de sua campanha para deputado federal.
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