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OPERAÇÃO TRÍPLICE

Operação deflagrada pela Polícia Civil cumpre mandados de prisão contra associação criminosa em Araputanga

A associação criminosa é envolvida em roubos em propriedades rurais na região de fronteira. Nas ações, os suspeitos mantém as vítimas em cárcere até que seus bens sejam levados para o país vizinho.


Por Redação com PJC-MT

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Imagem ilustrativa. (Foto: Reprodução)

Vinte ordens judiciais, sendo dez de prisão e dez de busca e apreensão domiciliar, são cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta terça-feira (09), na operação Tríplice deflagrada para desarticulação de um grupo criminoso envolvido em roubos em propriedades rurais na região de fronteira.


Dos dez mandados de prisão deferidos pela Justiça, dois deles serão cumpridos em unidades penitenciárias do estado de Mato Grosso, onde os suspeitos já estão detidos. As demais ordens judiciais são cumpridas na cidade de Araputanga (a 345 km de Cuiabá).


Segundo o delegado responsável pelas investigações, Edison Ricardo Pick, a operação é  resultado do amplo trabalho investigativo realizado em conjunto entre as Delegacias de São José dos Quatro Marcos, Araputanga, Rio Branco, Jauru, Pontes e Lacerda, bem como o apoio da Delegacia Especial de Fronteira (Defron), que conseguiram desarticular os alvos identificados.


As investigações apontaram que o grupo está envolvido em pelo menos quatro roubos ocorridos nos municípios de Araputanga e Rio Branco. Nas ações criminosas, os suspeitos, durante a noite e início da manhã, invadem as propriedades, com uso de arma de fogo, geralmente utilizando máscaras ou tecido para tapar o rosto.

 

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Após render as vítimas, os criminosos mantém os moradores em cárcere, sob graves ameaças de morte, por várias horas, enquanto outros integrantes fogem subtraindo diversos objetos, principalmente caminhonetes, que são levadas para Bolívia, geralmente passando por estradas alternativas de Glória D’Oeste e Porto Esperidião.


A partir das informações coletadas na investigação, modus operandi, análise de dados e das descrições fornecidas pelas vítimas, foi possível identificar integrantes da associação criminosa armada, sendo representado pelos mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar contra os criminosos.


“Durante as investigações ficou comprovado que os investigados se associaram com o fim específico de praticar roubos qualificados com emprego de arma de fogo, concurso de pessoas, para subtração de veículos, através da restrição de liberdade das vítimas. Os integrantes do bando mostraram-se muito violentos, mantendo as vítimas em cárcere por várias horas, mediante uso de arma de fogo, constantemente com ameaças de morte”, disse Edison Pick.


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