Das 28 mulheres assassinadas em casos de feminicídio em Mato Grosso, de janeiro a junho deste ano, apenas duas possuíam medida protetiva contra o autor do crime, segundo dados do Observatório Caliandra do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). Os números ainda revelam que apenas 4 vítimas registraram boletim de ocorrência, antes de serem mortas.
O feminicídio é um assassinato praticado contra uma mulher, especialmente pelo fato da vítima ser mulher, motivado por violência doméstica ou discriminação de gênero.
Perfis
Ainda segundo os dados, 78,6% das vítimas eram pardas e pretas e somente 14,3% possuíam ensino superior. Quanto às faixas etárias mais atingidas, estão as de 25 a 29 anos e 40 a 44 anos.
Metade dos feminicídios foram cometidos pelos próprios companheiros que conviviam com a vítima. Os outros 50% foram cometidos por namorado, ex-namorado e, em alguns casos, familiar ou por homens sem vínculo nenhum com a mulher.
Os crimes
Os dados revelam que 75% dos feminicídios ocorreram dentro das casas das vítimas. Em grande parte dos casos, os crimes foram praticados com uso de armas cortantes ou perfurantes, como facas, facões e canivetes (46,4%).
Ciúmes, sentimento de posse e machismo aparecem como motivação do crime em 32,1% dos casos. Entre outras alegações, estão menosprezo/discriminação à condição da mulher, separação ou tentativa de rompimento e discussão.
Órfãos do feminicídio
De janeiro a junho deste ano, Mato Grosso já registra 44 crianças sem mães, devido os casos de feminicídio. Durante todo o ano de 2024, o estado registrou 83 crianças que tiveram as mães assassinadas.

Nos municípios de Indiavaí, Reserva do Cabaçal, Porto Esperidião e Figueirópolis d’Oeste, a data também é marcada por comemorações alusivas à emancipação político-administrativa.
Ele detalhou que se sentiu “injustiçado” durante o programa sexual, que custava entre R$ 200 e R$ 300.
Programação comemorativa reúne autoridades, moradores e atrações musicais em homenagem ao aniversário do município
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